quarta-feira, 6 de junho de 2018

A necessidade de contar

"Hug" vinha de uma linhagem de tribos de homens de Neandertal que se desenvolveram na região onde hoje existe a África, há mais de 30.000 anos. Seus ancestrais viviam em cavernas para se esconder dos animais selvagens e se proteger da chuva e frio, se utilizando daquilo que a natureza oferecia, para o alimento, como :sementes, raízes, frutos, ovos e, a partir de um certo tempo, também da caça de animais.

O fato é que "Hug" já um Homo Sapiens, viveu naquela região do médio Oriente há 10.000 anos, quando a rotina de vida sofria profundas alterações, já que a queda de um raio, durante uma forte tempestade, sobre o galho de uma árvore, produzira fogo e todos da tribo estavam por muitos dias cuidando para que este não se apagasse, revesando-se para colocar mais gravetos na fogueira.


Foi só mais tarde, que seu povo aprendeu a produzir uma faísca esfregando uma pedra na outra...

Enquanto isso não ocorria, "Hug" e sua tribo, mantendo a fogueira acesa, descobriam as utilidades que o fogo podia propiciar no dia a dia. Perceberam que os animais selvagens tinham medo do fogo e se afastavam do seu local de moradia, facilitando a possibilidade de guardar animais caçados mas ainda vivos, em cercas construídas com gravetos maiores, como ovelhas e aves; Com a possibilidade de cria de animais caçados, tornava-se ainda possível, assar o alimento e se esquentar nos dias e noites de frio, com a vantagem de que as carnes e peixes agora assados, duravam mais tempo e os vegetais crús ruins, agora cozidos, tinham um sabor melhor; Mas não era só esta revolução que ocorria, muitas outras simultaneamente, veja: como o corpo humano absorve melhor os nutrientes do alimento cozido, o organismo humano passou a formar reservas de energia propiciando o crescimento do cérebro do Homo, o que resultou numa maior capacidade de raciocínio. Por outro lado, melhor protegida e alimentada, a tribo de "Hug" começava agora a controlar o que produzia em termos de caça, pesca e quanto ao número de guerreiros necessários para a defesa das conquistas, já que agora, a vizinhança estava de olho no progresso ocorrido ali na região, que crescia muito rapidamente.

E foi assim que "Hug" começou a representar o número de guerreiros, após observar o que havia ocorrido numa luta entre tribos recente... Através do uso da correspondência, desenhou no interior de sua caverna a cena que presenciou.


Mas mais do que isso, passou a utilizar gravetos e ossos para marcar o equivalente (correspondente) em traços, o que havia caçado, pescado, preso no cercado, e até o número de voluntários para a defesa da Tribo. O que lhe dava uma noção de quantidade para prever e administrar questões como:  estoque de animais para fins de alimentação, quantidade de pelos das ovelhas, necessária para vestir as pessoas da Tribo, de gravetos para manter o fogo aceso diariamente, e até de armas e  guerreiros para a defesa da região. Enquanto isso, outra revolução que se dava era no campo da comunicação, afinal, a linguagem ainda era muito rudimentar ocorrendo e se desenvolvendo através dos sons e mimicas entre as pessoas.


Voltando à questão da contagem, o número de dedos inicialmente servia, pois conseguiam contar por correspondência, em grupo de cinco, considerando as mãos e os pés, ou seja, até 20 itens, não haveria erro de conta. Assim, ao chegarem os animais para serem presos no cercado, que serviriam de alimento, a cada entrada, "Hug" marcava um dedo, e assim por diante. No entanto, com o tempo, o número de itens para contar, com relação a armas, peixes, animais, etc começou a ultrapassar a quantidade de 20, o que trouxe a necessidade de utilizar ainda, marcas em pedaços de osso ou gravetos, nós em cordas, ou ainda pedras, para complementar a contagem. Assim, ao juntar uma quantidade de riscos num osso, por exemplo, "Hug" sabia que no dia seguinte, se faltasse algum animal na recontagem, em comparação ao número de riscos feitos hoje, alguma coisa estava errada.


Como o número de riscos, pedras ou nós, equivalia exatamente ao número do objeto da conta, este sistema produziu o que conhecemos hoje como "número concreto", pois se haviam 6 riscos, deveriam haver 6 objetos no local, sejam eles: animais caçados, gravetos, peixes ou guerreiros. 

terça-feira, 15 de maio de 2018

A "viagem" entre os Solstícios

O conhecimento implícito no ensino do fogo como elemento primordial, era o de que "só percorrendo a via do fogo sublimador é que se atinge a Unidade primordial", ...o princípio primordial de tudo e de todas as coisas, por desenvolver-se e alcançar a compreensão do que seja a intimidade da energia vital, manifestada na natureza como luz, calor, e chama. Seria penetrar na essência do invisível, na realidade íntima das coisas, evoluindo na senda da integração, caminho que conduziria da consciência humana à consciência divina, eu superior ou ego espiritual. Este conhecimento adentra a idade média (de forma oculta já que a inquisição considerava este como pagão, contrário ao credo do catolicismo romano, no poder na época) e artistas passam a criar peças de arte, poemas, etc inspirados nele, para mante-lo no inconsciente coletivo das gerações vindouras, como a frase inserida no poema de Luis de Camões, poeta português que viveu no século XVI, autor de "Os Lusiadas" : "Amor é um fogo que arde sem se ver", o que ajudou a associar a essência ou energia vital, com o amor, desde então, embora hoje saibamos intuitivamente que refere-se ao Ser imanente à cada forma (vazio neutro), que no seu aspecto mais profundo, invisível e indestrutível, se integra com a essência comum a todos (UM). 

Compreendemos MENTALMENTE o esboço do Ser, como algo imanente e transcendente, sendo que hoje intuímos que é preciso vive-lo para estar-se pleno, energizando a essência. Mas na antiguidade, através da escola de Delfos, Pitágoras ensinava que o elemento natural (mente divina agindo na natureza) que produzia a essência imanente e transcendente seria o Sol (fogo=Ignis Vitae), pois este através do vento, produziria a umidade na terra e a solidificaria através da produção do elemento água (líquido). Que também gerou o famoso arquétipo dos triângulos invertidos sobre si mesmos. INRI (na versão latina) significa: Ignis Natura Renovatur Integra ("Pelo fogo se renova a natureza inteira"), muito explorado pela Sociedade teosófica e pelos Rosa Cruzes, desde então;


Os Druidas na antiga Bretanha, utilizavam os raios de Sol em seus templos, através de vitrais com cristais, objetos portáteis confeccionados com cristais ou água marinha, especialmente talhada para produzir o efeito do reflexo, nos equinócios, para acenderem o fogo no altar. Ao produzir o efeito de acender o fogo com os raios solares, ensinavam que aquilo estava de acordo com a vontade dos deuses, para aquele momento, sendo que a luz solar era muito mais importante enquanto invisível, por isso a importância da especial reverência. Fundindo-se naquele tempo, o aspecto físico da luz solar com o espiritual, pois acreditavam que a ação solar era tríplice, ocorrendo através do Deus-pai (iluminando o espírito), Deus-filho (iluminando a mente) e Deus-espírito santo (iluminando o corpo físico), e portanto, que através de rituais poderia-se atrair o fogo divino e concentra-lo para o uso a serviço dos homens; Isso para a vida cotidiana seria traduzido como :vontade, sabedoria e ação; Gerando derivações nos diversos povos da época, e revelando a versão dos três" logos". Em honra de "Hu" , a suprema divindade dos Druidas, naquela época, os povos da Bretanha e de Gales, celebravam anualmente o acendimento de fogos, no que eles chamavam de dia do Solstício estival. Destes rituais surgiram símbolos que traziam os arquétipos de sua crença, como a Cruz Celta, que procurava retratar o movimento dos raios por entre os cristais dos Templos



(Foto: ANALEMA, o movimento do Sol visto do mesmo ponto, no hemisfério norte, olhando para Leste, a cada nascimento, antes e depois do Solstício/ Crédito:This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Germany license. )

"SOLSTÍCIO: Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano. (O Sol em seu movimento aparente oferece maior declinação em latitude);
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio. No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenômeno no Trópico de Câncer.


CULTURA E RELIGIÃO
Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas das mitologias persa e hindu reverenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo solstício de inverno. A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o enfraquecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do "Sol Vencedor" passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas ao cristianismo. "

(Fonte: Wickpédia)

O fato é que embora a matemática dos antigos, que já era eficiente, tenha sido aprimorada, ela não consegue refletir 100% a realidade da natureza com precisão. Isto ocorre porque ao pensarmos em termos do que de fato ocorre na natureza, vamos notar que há uma diferença entre a hora do relógio e a hora natural, que pode ser observada ao olharmos para o Sol ao nascer e se pôr , sempre do mesmo ponto, ao longo do movimento de translação da Terra (ano). Considerando ainda que o movimento de órbita da Terra em torno do Sol não é um círculo perfeito, mas uma elipse. Por exemplo, se escolhermos o momento em que o Sol atinge o seu ápice no céu, ao meio dia e medirmos o tempo real até o meio dia do dia seguinte, observando o momento exato em que o Sol chegará ao mesmo ponto, veremos que em alguns dias há diferença de minutos, para chegar exatamente em 24 horas, enquanto o relógio nos dirá que se passaram exatamente 24 hs. Ah! 1 minuto não é nada, sim ok, se fosse só este minuto tudo bem, mas as diferenças se somam e chegam a representar em certos momentos do ano, semanas de diferença, vindo paulatinamente a se ajustarem nos momentos de Solstício, quando esta mesma observação chega a ser exatamente 24 horas do relógio humano. Filosoficamente podemos constatar então que o movimento da natureza é observado pelo homem, que de acordo com sua cultura (lente) da época traduz o que vê e projeta , através da racionalização (pensamento/mente) no seu cotidiano, assim como o projetor que reflete as imagens na tela do cinema e nos faz interagir emocionalmente com as cenas observadas, como se estivéssemos de fato vivendo aquilo. A humanidade desde os primórdios, viveu inúmeras fases culturais, e não raro, crenças foram construídas a fim de envolver a população à favor dos governantes, após conquistas territoriais, e sabemos que a religião na antiguidade se confundia com o poder estabelecido. Simbolicamente a tradição de conhecimento universal traduz esta situação de reflexo, desde os primórdios, como a figura da “imagem”, seja nos personagens da Astrologia, do Tarô, as Sephirots na árvore da vida da Kabalah, entre outros oráculos e escrituras. Na cultura popular podemos observar as mensagens subliminares nas estórias, através do uso do “espelho”.
Os cultos solares atravessaram a civilização Suméria e estima-se que em aproximadamente 1600 a.C., época em que viveu Abraão, estavam em seu apogeu, com o culto a Rá no Egito e região. Porém, ao nascer e se implantar a ideia do monoteísmo, com o surgimento das religiões monoteístas e posteriormente o avanço do Império Romano sobre o território sumério e egípcio, que se tornou uma província do Império Romano , o culto ao Sol passou a ser considerado culto pagão e os deuses que representavam este culto, na época de Constantino, foram transformados em deuses cristãos. Afinal o que há de melhor para se esquecer uma ideia do que sobrepor outra em cima?


No entanto, ritualisticamente é necessário considerar-se ainda as energias da natureza que envolvem a ocasião, portanto, como no Solstício, o Sol literalmente aparenta "parar" (em torno de três dias) por conta de iniciar o movimento de "subida" no analema (no caso do Solstício de verão, do ponto de vista do hemisfério Sul, ou de Inverno, do ponto de vista do hemisfério Norte) chegando ao seu ápice no Solstício de Inverno (também do ponto de vista do hemisfério Sul ou vice-versa), é conveniente a crença de que simbolicamente qualquer Deus que o represente, no mundo moderno, parta para a ascensão à essência (eternidade), após três dias. (Solstício significa: Sol parado)




quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Mas porque o Sol?

Se a Bretanha, hoje na França, e a Gália, povos que originaram os Celtas, cultuou o Sol, através do druidismo de 300 a.C. até cerca de 50 d.C. culto que sobreviveu ainda por um bom tempo em paralelo ao Cristianismo primitivo, vindo a sucumbir com a ascensão do império romano; Mileto, colônia Jônia do tempo de ascensão dos gregos, importante região comercial fundada em 1070 a.C., hoje uma região da Turquia, influenciada naquela época pelo culto inerente das tradições da região, sobretudo do Egito, com quem mantinha comércio por ser uma próspera produtora de lã, já cultuava o Sol, dentre outros cultos; Mas foi no século 7, por volta do ano 600 a.C. quando nascia a primeira escola filosófica, que resolveu racionalizar o "porque" desta crença, que seguiria ainda com o povo Persa, por quem fora conquistada por volta de 494 a.C. com Dario I. A ideia de haver uma substância primordial no universo que explicasse tudo, inclusive a si mesmo, sempre atraiu o homem, mas com o desenvolvimento das ciências e sobretudo da matemática, que procurava criar um conjunto de medidas para comparação e grandezas para o corpo do universo, o cosmos pela física seria visto como algo incriado e eterno, existindo agora mas de forma sempre igual, com um conjunto de leis e efeitos, porém sendo infinito. Por outro lado, pela metafísica e teologia o cosmos não seria explicado apenas por este conjunto de comparações de grandezas expresso pela matemática e sim também como algo eterno mas ao mesmo tempo criador. Sua análise, portanto, deveria se basear também na constatação das leis universais como reflexo da causa original, repercutindo no tempo futuro da própria criação. Assim, homem e essência divina vivendo em "tempos" diferentes, haja vista a mutabilidade da vida humana que se desenrola indefinidamente com contornos de evolução no aprimoramento da perfeição física e que podem ser medidos pela matemática, em contra ponto à criação e recriação de diversos fenômenos aparentemente inexistentes ou não perceptíveis à vista humana comum, o que aparenta estagnação e imutabilidade na variável tempo do cosmos, representaria que a criação é o espelho do próprio criador, pressupondo a presença de uma inteligência universal como substância básica da vida e da forma, chamada pelos filósofos deístas de "Deus". Sendo assim, incriado e criador simultaneamente, o universo só poderia ser explicado como o poeta e o próprio poema ao mesmo tempo.


Nesse contexto, os filósofos da antiguidade, sobretudo, a partir da ascensão grega, passaram a se debruçar sobre a questão de explicar qual o princípio que sustenta o palco da vida e o Ser inerente ao homem; Qual seria o "substrato primordial", que alimenta a unidade fundamental que subjaz os seres , lei segundo a qual tudo é uno em essência na sua multiplicidade de formas, plural, sem, no entanto, haver descontinuidade singular entre o visível e o invisível ?! Se fosse possível compreender isso, seria possível compreender a essência de tudo e de todos,  assim, sem saber onde estaria esta "coisa" que deu origem a tudo, passaram a considerar que esta deveria estar, de certa forma, presente no mundo criado, iniciando-se assim a busca filosófica sobre "o que seria a origem primordial", encarnada nos quatro elementos básicos da natureza: Terra, Água, Fogo e Ar. Qual deles seria o elemento original? O estudo a cerca dos primeiros elementos naturais num nível fisiológico ocorreu no período pré Socrático, na escola Jônia, entre os séculos VI e V a.C. num sistema de boca / ouvido, mestre e discípulo, desenvolvendo-se inicialmente em Mileto. Tales, mais acadêmico, iria considerar inicialmente o elemento água, por sua observação sobre o que havia à sua volta. No entanto, posteriormente, foi Heráclito quem atribuiu ao fogo a origem de todas as coisas! Através do fogo cósmico ou primordial, "energia da vida", do qual o estado elemental é apenas a expressão mais densa e visível do elemento, explicava Heráclito, ocorre a oposição dos contrários pelo qual o ser é gerado e integrado novamente no seio do oceano eterno. Assim, seria como fogo que o espírito surgiria na terra como matéria e através dele reconduziria-se à espiritualidade, funcionando como agente universal responsável pela manifestação da vida. Em essência, se referia ao mesmo fogo, como Ágni ou Fogo sagrado e divino progenitor do Cosmos, como já afirmavam os Vedas, escrituras sagradas do Oriente, na qual se fundamenta a unidade na multiplicidade cósmica, dando razão e coerência à sua coexistência mútua. Portanto, afirmava que só percorrendo a via do fogo sublimador é que se poderia conseguir atingir a unidade primordial, o princípio primordial de tudo e de todas as coisas, por tratar-se de progredir na compreensão do que seja a intimidade da energia vital , manifestada como luz, calor e chama. Caminho que iria da consciência humana à consciência divina! Assim, a Ciência acadêmica, a partir de Tales, assume a água como geradora da vida física e a Tradição iniciática assume o Fogo como gerador da água pelo vento e a terra , gerando a umidade que se cristaliza como líquido, ou seja, como gerador da vida imanente e transcendente, o invisível "ignis vitae".

Em essência, portanto, vale destacar, o fogo considerado como elemento primordial seria o mesmo : Vayu, Suria, e Fohat encontrado nas escrituras Védicas, onde a maioria dos filósofos clássicos greco-latinos utilizaram para inspiração, desde Pitágoras á Platão. Mas considerando que todo efeito tem uma causa, o que seria a origem de todas as origens, o princípio de tudo? Considerando como tal , algo primordial, sem princípio nem fim, que transcenda o tempo, não sustentado por nada porque sustenta a si mesmo, sem causa por ser sua própria causa - "a causa per si"... A isto seria dado o nome de "substância primordial", o que se pode notar em várias tradições, que adotavam este princípio, com nomes diferentes: o absoluto, .. o tudo-nada... uma substância plena que abarca tudo!

Ora, os sistemas solares e toda a substância que os constitui, nada mais são do que a condensação ou materialização da substância primordial, que está na origem de todas as manifestações, sejam elas de caráter físico, emocional, mental ou espiritual, no entanto, nesse estado ela não é um Ser, ao contrário, é precisamente o não Ser, razão suficiente para o adepto desta concepção afastar-se conscientemente das concepções religiosas que a partir de um determinado momento passaram a conceber um "Deus pessoal", antropomórfico, que passaram a fazer do Criador a sua própria criação.

Desta forma, a sabedoria iniciática adotou que a substância primordial é o não Ser, que passando do estado passivo ou indiferenciado para o ativo manifestado, transforma-se no Ser, designado pelos orientais como: Tat . Enquanto imanifesta a substância é eterna, mas ao se tornar ativa, limita-se aos desígnios do corpo manifesto, respeitando o tempo cíclico da respectiva manifestação. O eterno Imanifesto apresenta-se no espaço sem limites, enquanto, manifesto apresenta-se no espaço com os respectivos limites da manifestação; Sendo que para ocorrer a primeira manifestação da substância primordial é preciso que ocorra a polarização, resultado da dualidade, ainda não compreendida plenamente. Apenas sabe-se que ocorre !!

Considerando portanto, o sistema solar, como a manifestação da substância primordial, ainda em estado de não-Ser, foi que surgiram os cultos ao Sol no seio de civilizações anteriores às dos Sumérios, desenvolvendo-se até tornarem-se ocultas com a ascensão do Império Romano.   

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Lembre-se

Se observarmos, na vida,
um impulso, uma intuição,
gira em torno de nos lembrar constantemente
para deixarmos de viver algo
que não representa a nossa essência;

Seja lá de qual ponto de vista
que escolhamos para observar!

Todos nós sem exceção,
por qualquer caminho
que nos conduza a essa compreensão,
já somos a essência,
mesmo que, identificados com os pensamentos
construídos pelo mundo,
ainda não percebamos,...



 

sábado, 21 de outubro de 2017

A origem da Baviera e a Alemanha

O conceito de "germânico" como uma identidade étnica distinta foi indicado primeiramente pelo geógrafo grego Estrabão, que diferenciou um grupo bárbaro no norte da Europa, que não era celta. No entanto, foi Posidônio o primeiro a usar o nome, por volta de 80 a.C. em seu desaparecido 30º livro. O nosso conhecimento disto é baseado no 4º livro de Ateneu, que em cerca de 190 citou Posidônio: "Os GERMANI à tarde servem à mesa carne assada com leite, e bebem seu vinho não diluído".
De acordo com algumas fontes, Gômer, neto de Noé, seria o pai dos povos Germânicos por meio dos Cimérios do qual descendem. Talvez os Cimbros, uma das tribos germânicas derivam seu nome dos Cimérios.
Tendo derrotado os hunos nos Campos Cataláunicos e em Nedau, tribos germânicas migrantes invadiram o Império Romano do Ocidente e transformaram-no na Europa Medieval
No século VIII, marinheiros germânicos escandinavos iniciaram uma forte expansão, fundando importantes Estados na Europa Oriental e na França, enquanto colonizaram o Atlântico até a América do Norte. Posteriormente, as línguas germânicas se tornaram dominantes em vários países europeus, mas na Europa Meridional e na Europa Oriental, a elite germânica acabou por adotar os dialetos nativos eslavos ou latinos. Várias tribos germânicas se converteram ao cristianismo ariano através do missionário Úlfilas, que inventou um alfabeto para traduzir a Bíblia para a língua gótica. Todos os povos germânicos acabaram sendo convertidos do paganismo para o cristianismo. Os povos germânicos modernos são os danesesescandinavosalemãesholandesesinglesesamericanos e outros, que ainda falam línguas derivadas dos dialetos ancestrais germânicos.
Os bávaros (em latimbavarii) foram um povo germânico que surgiu na Boêmia, no território da atual República Tcheca. Os bavários dominaram a Europa Central ao derrotarem a tribo dos Rúgios em 487. No início do século XVI, as várias províncias que ocupavam o atual território bávaro, unificaram-se, formando um país. A Baviera sempre foi e ainda é um estado católico, o mais significativo representante do catolicismo dentro do Sacro Império Romano Germânico. Este país combateu a União Protestante, ao longo da Guerra dos Trinta Anos, durante o reinado de Maximiliano I. Em 1623, Maximiliano I recebeu o título de príncipe eleitor do Sacro Império, o que lhe dava o direito de votar na escolha do imperador: tudo isso graças à lealdade à Igreja Católica. Quando o Sacro Império Romano caiu, a Baviera tornou-se um reino independente até 1918.

Sacro Império Romano-Germânico, que existiu desde o século VIII até 1806, é considerado o primeiro Reich alemão (Reich, "Império", em alemão, termo usado para descrever os sucessivos períodos históricos do povo alemão). No momento de maior extensão territorial, o império incluía o que são hoje a Alemanha, a Áustria, a Eslovênia, a República Checa, o oeste da Polônia, os Países Baixos, o leste da França, a Suíça e partes da Itália central e setentrional. A partir de meados do século XV, passou a ser conhecido como o "Sacro Império Romano da Nação Germânica". O Império Alemão de 1871-1918 é chamado de o Segundo Reich, de modo a indicar a sua descendência do império medieval. Segundo o mesmo raciocínio, Adolf Hitler referia-se à Alemanha Nazi (1933-1945) como o Terceiro Reich. (Fonte: Wikipedia)