Acredito que toda unanimidade é burra, portanto, evito olhar a vida apenas por um ponto de vista. Gosto de observar o caminho que as várias linhas da psicologia, filosofia e religião propõem, e avaliar com minha própria lente. Assim, pude verificar que viver apenas levado pelos impulsos da persona não nos torna plenos. Aqui quero focar a linha da psicologia/psiquiatria e explorar um pouco a contribuição de Wilhelm Reich (1897-1957), que após reconhecer o mérito da psicanálise de Freud, mas divergir em alguns pontos, segue sua própria lente. Ao considerar a descoberta da energia sexual explorada por Freud, Reich amplia esta noção e mostra como ela se insere num circuito maior, o da bioenergia, chamada também de "energia da vida", o que muda o ponto de vista da questão Freudiana. Afinal, através dele, se compreende que não se trata de buscar a origem das doenças nos distúrbios da sexualidade, ao contrário, a própria sexualidade adoecida do homem é produto dos transtornos dessa energia vital. E como esta sexualidade adoece é que acaba sendo o ponto necessário para a nossa compreensão, no sentido de compreender porque nossa felicidade se torna limitada e porque adoecemos inclusive o corpo físico, a partir da variação da energia vital. Nietszshe em sua obra chega a afirmar que "o homem é um animal adoecido", no sentido de que o homem tem sido violentamente impedido de pulsar, de sentir, de viver de uma forma saudável suas emoções, seus sentimentos, sua sexualidade, enfim, sua natureza de um modo geral. A vida na sociedade moderna acaba fazendo com que através de hábitos inerentes à civilização, criemos armadilhas num nível do caráter da personalidade individual, nas quais não conseguimos mais enxergar a nossa natureza. A básica idéia de que isto é incompatível com os interesses da cultura e da sociedade já expressa quanto a humanidade está à merce das ilusões que criou e aos tabus que impedem de problematizar (tornar conhecido para resolver) de modo maduro essas questões (tabus como: opção sexual, liberdade sexual, casamento e descasamento, etc). Assim como muitas mentes brilhantes, Reich não foge à regra, acaba sendo incompreendido em sua época, no tocante a algumas questões que abordou, sobretudo ligadas à sexualidade e à energia que, não raro, foram confundidas com uma apologia das perversões sexuais e misticismo, respectivamente. Quando, no ponto de vista dele, a sexualidade plena e feliz sempre esteve muito mais ligada ao amor do que ao puro prazer. Como na visão dele, Nietszshe teria afirmado que "a orgia não é alegria, mas a ausência dela." Por outro lado, segundo a visão de Reich o que é impresso (marca) na psique é impresso (marca) no corpo e vice-versa (unidade biopsíquica em psicologia e paralelismo psicofísico na filosofia). A teoria de Reich contemporânea vem sendo ainda mais desenvolvida e segundo os neoreichanos italianos: Giuseppe Cimini e Genovino Ferri, em seu livro "Psicopatologia e Caráter", a vida resiste ao caos, estando em constante evolução e mudança, com a organização e reorganização constante na busca de sua perpetuação, trazendo um tempo diverso do tempo do mundo (através das culturas de suas civilizações). Eventos que marcam a vida de um indivíduo se iniciam já na fecundação, que representa, antes de qualquer outra coisa, o nascimento de um novo núcleo energético que eles chamam de "sí". A partir deste primeiro florescimento que o "si" começa a estabelecer relações e encontros sucessivos que determinarão seu coeficiente de energia, seu "quantum" de força (ímpeto de vida ou existência, segundo Espinosa, filósofo que soube compreender muito bem a importância dos afetos e das relações como forma de potencialização ou despotencialização de um Ser. A partir daí, portanto, que se originam os caracteres, que vão desde o escorregadio e assustado intrauterino até o confiante e alegre caráter genital. Caracteres que não são fixos e imutáveis apesar de persistirem ao longo da vida formando o nosso caráter, assim, as diferentes cargas energéticas do "si" atuam como um fator essencial na produção dos modos de ser deste "si" - que não pode ser pensado fora da relação com o "outro de sí", compreendendo estes "outros de sí" como os nossos afetos, como o mundo que nos circunda e ao qual estamos intrinsecamente ligados. Ou seja, a vida é um sistema aberto e por esta razão necessita de trocas constantes e contínuas com o meio. Pois como dizia Espinosa: "Tudo está em relação". Ao trocarmos experiências e idéias podemos vislumbrar tudo pelo ponto de vista do outro "si" e avaliar a necessidade de reorganização, reformatação de nosso caráter, de nossa personalidade. E não poderemos realizar este trabalho se não formos observadores de nós mesmos, segundo nossas próprias lentes, em contrapartida com a do outro. Esta é a chave! Interiorizar-se para observar a nossa própria periferia buscando viver a vida segundo nossa própria natureza, que ficará mais evidente, em função do contraste com o resultado de nós mesmos comparado ao outro. A religião chama isto de renascimento, pois nossa natureza é constituída do mais puro amor.
(Base para reflexão- artigo da filósofa: Regina Schöpke no jornal "O estado de SP")
domingo, 29 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A vida como meio para a evolução do espírito através da persona
Na maioria das EQM (Experiências de Quase Morte) as pessoas relatam que estando em coma ou inconscientes um grande túnel se abre e as atrai para que possam sair deste plano, alguns dizem ver cenas da vida à pouco vivida, enquanto seguem rumo a uma luz, outros descrevem uma paz incrível, mas todos afirmam que chegam a algum lugar após a morte. Assim, é bem possível que a Terra seja apenas um plano para vivermos e aprendermos com nossas próprias experiências, através do uso do livre arbítrio.
http://programatransicao.tv.br/geraldo-campetti/programa-transicao-169-guias-espirituais-video_98c514ded.html
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Linha do tempo
Imaginemos todos estarmos neste momento, sentados em volta de uma fogueira, numa noite fria do hemisfério norte do planeta. Imaginemos que nossa vida seja influenciada naturalmente e diretamente pelos astros, que se movimentam no céu, sendo que saibamos da chegada da estação da Primavera, pela posição aparente do Sol, na constelação de Áries, momento em que o período da noite possui a mesma duração do período do dia, denominado Equinócio. Como as plantas florescem nesta época, festejamos a vida, num fraternal ágape. Em breve, o dia durará mais do que a noite. Assim como a vegetação e os nossos ânimos se influenciarão pela estação, em função do Sol, a maré e as nossas emoções se influenciarão, em função da Lua. Vivemos sempre o presente momento ou sucessivos momentos de presente, percebendo os pensamentos que fluem de nossa mente, em consequência às alterações a nossa volta tanto da natureza quanto da vida prática cotidiana, percepção da consciência de nosso Ser que está em constante expansão. Neste ambiente, o tempo, é a eternidade. Segue o tempo, ...chegamos à civilização Egípcia que desenvolve uma forma de medir a duração do dia, através do aparente movimento do Sol,...surge o relógio. A civilização Suméria, na Babilônia, desenvolve a medição do tempo, através da ciência, da matemática, no entanto, possuindo uma álgebra com base em unidades de 60 (sexagesimal), ao contrário da atual, que é de 10 (decimal), considera a duração de uma hora equivalente a 60 minutos, sendo o minuto equivalente a 60 segundos, o que propicia dividir o dia em 24 horas, que naquela época, possuíam duração conforme a claridade do dia, portanto, mais curtas no inverno do que no verão. O Globo terrestre seria dividido em 360o. com 24 fusos horários de 15o. cada, equivalendo cada grau a 4 minutos (1 hora=60' /4' x 15o. = 60', ou seja: 1 fuso = 1 hora). Neste momento, surge o desenvolvimento da astrologia. ...Segue o tempo e chegamos a Hiparco (em 130 a.c.),civilização grega, que chama o grau "0", na constelação de Áries, de ponto vernal, ou seja, o ponto onde a eclípitica do movimento do planeta, cruza com a linha do Equador Celeste, iniciando o sígno de Áries, e portanto, o Zodíaco astrológico. Na Grécia, a astrologia foi fortememte influenciada pela Mitologia, e popularizada. Com o declínio do Império Romano, a astrologia, paulatinamente, passa a ser considerada superstição e a astronomia ganha valor. Júlio Cesar, imperador romano, estabelece o calendário Juliano, em 45 a.c. ...Segue o tempo e estamos agora no século 2 a.c., quando o astrônomo de Alexandria: Ptolomeu, baseia sua astronomia na crença de que todos os corpos celestes, giram em torno da Terra. No século 15 d.c. Nicolau Copérnico, astrônomo polonês, avança a teoria heliocêntrica, em que a Terra e os outros planetas giram em volta do Sol, causando uma grande controvérsia, pois a teoria anterior estava profundamente integrada na filosofia e na religião daquela época. No século 16 d.c., o astrônomo italiano: Galileu Galilei, lança o primeiro telescópio para estudo dos astros e adere à teoria heliocêntrica de Copérnico. Em reação, a igreja declara heresia ensinar que a Terra se move, e aprisiona-o, mantendo esta posição por mais 350 anos. O Papa Gregório XIII, no século 16 d.c. realiza uma reforma e altera o calendário vigente, que fica chamado até os dias de hoje de Gregoriano....Segue o tempo, estamos agora no século 19 d.c., quando o Império Britânico adota a hora local de Greenwich, local onde o Sol atinge o seu ápse ao meio-dia (onde se encontra o observatório Real)como hora padrão de referência mundial, uma vez que, se calculássemos o tempo a partir do meio-dia, na zona onde cada um se encontrasse, seria uma hora diferente em cada longitude. Após uma conferência internacional, oficializou-se a divisão do mundo em "zonas horárias", cada qual com uma amplitude de 15o. de longitude, embora as divisões exatas tenham se ajustado à conveniência das fronteiras entre países e estados. A hora padrão de cada zona,portanto, fica adiantada se ao Oriente (direita) do Meridiano de Greenwich, e atrasada, se ao Ocidente (esquerda). Albert Einstein, no século 20, ao desenvolver a Teoria Geral da Relatividade, menciona que, nem o espaço, nem o tempo, existiriam um sem o outro. Sendo assim, compreendemos hoje que a noção de tempo em nossa civilização, se desenvolveu para a vida prática, cotidiana, e sobretudo, comercial, ou seja, para a vida do ser através da sua personalidade na relação com a matéria. Passado, presente e futuro passaram a nos dar uma noção do tempo cronológico como algo linear (______). Esta linearidade gera em nossas mentes, o tempo psicológico que é a compulsão a viver no presente, pensando no passado, porque acreditamos que este forma a nossa identidade, ou, pensando no futuro, pois acreditamos que este contêm uma promessa de salvação e realização. Quando chegamos ao final de um ano comercial então, vem aquela sensação de renovação, de querer eliminar tudo para começar do zero, vem uma alegria por isto, e é realmente algo bom, mas reflitamos, este tempo que nossa mente mira, em função de nossa sociedade civil, ou seja, criado por nossa cultura ancestral é uma ilusão mental que deveria servir apenas para organizarmos a vida prática. Se nos atentarmos, em estado de alerta ao momento presente, enchendo de vida e consciência a nossa alma, estaremos no tempo de nossa essência, que não perece como a matéria e os pensamentos ilusórios, ...estaremos no tempo da eternidade, onde passado e futuro, são efetivamente infinitos momentos do "presente". Então, com a consciência na essência onde somos Um com o todo, poderemos estar como vivíamos há 6.000 anos atrás, ...vivendo seguindo o fluxo natural da vida, ...sem ilusões. Basta refletir o seguinte: Excluindo a personalidade humana, do ponto de vista de nossa essência, pano de fundo da existência, que diferença faz estarmos em 2012 ou há 6.000 anos atrás?
sábado, 29 de outubro de 2011
Uma viagem chamada: Vida.
Os sonhos movem nossa vida aqui no plano da manifestação, quando os transformamos em metas e objetivos, sentimos a dádiva que representa a arte de viver, que vai aos poucos proporcionando a retirada de nossos véus para que possamos deixar de seguir com a mente para seguir com o coração através da mente, e então, descobrimos a capacidade de materializar o sonho. Se ele não faz mal para os demais, porque não mudar o cenário da vida, com inteligência, seguindo o seu fluxo natural e deixando que o amor traga o nosso futuro?
Com o tempo agente aprende que a noção de "vida" em nossa cultura está invertida. Nos é passado subliminarmente desde a infância que a sensação de felicidade deve vir do conforto não do desafio, assim tendemos a nos acomodar em muitos níveis da vida. Se ficarmos apenas na zona de conforto de conquistas anteriores, vamos apenas manter o que já existe. A vida está na zona do desafio, naquele ambiente em que ficamos desconfortáveis pois precisamos ralar para conquistar mais um nível, seja na saúde, no psicológico,na prosperidade ou no espiritual. Mas como avançar se nos foi passado sub-conscientemente que após a conquista devemos nos manter na zona confortável? É assim que surge o medo do "avançar", o medo do novo.O amor próprio, por outro lado, nos torna independentes, não necessitamos mais estar vinculados a ninguém, já sabemos identificar quando gostamos de alguém, não obstante todos os obstáculos circunstanciais ou que a própria personalidade possa criar com suas crenças, pois sabemos que crenças não se sustentam por sí só e a consciência colocará luz neste ponto de vista iluminando as sombras que possam persistir. A independência nos fortalece, pois passamos a sentir e pensar por nós mesmos, aprendendo a ir olhando para os nossos demônios e crescendo com a expansão de consciência que disto brota."Se observarmos, os egos estão na nuvem, como ocorre com a informática, algumas pessoas já conseguem escolher a resposta para algumas ações escolhendo um determinado ego que está na nuvem. Faz o dowload e isso se reflete em suas ações subsequentes, assim, para estes há possibilidade de escolher melhor o destino, enquanto para aquela pessoa impulsiva, o destino parece ser certo, já que não tem consciência de sua capacidade de escolha no nível sutil" (Lama Padma Santem).
No tocante ao plano da manifestação, se formos levar em conta a energia para a vivência e expansão da consciência, poderíamos citar a afirmação do escritor Jim Rohn: "Se você se mantiver fazendo o que sempre fez, continuará conseguindo o que sempre conseguiu". Portanto, na vida prática, é preciso estar sempre procurando aprender novas maneiras e técnicas para conquistar nossos objetivos e metas, q...ue nos inserem nas respectivas vivências pelas quais expandimos nosso nível de consciência. No entanto, há quem prefira romper com o labirinto da manifestação, e parar de fazer inclusive o que sempre fez, uns por escolha inconsciente, e outros, conscientemente. Particularmente aprecio aqueles que transcenderam a mente, mas permanecem na dança da vida manifesta. Se num determinado momento despertamos para o fato de que nunca deixamos de ser crianças, e que durante um longo tempo estivemos identificados com todos os nossos personagens e agindo em função deles, o que nos levou a tomar consciência da relação de causa e efeito, a ter a capacidade de observar os egos gerados e interagir melhor com a vida, a perceber o aspecto espiritual, mental e físico da manifestação; Poderíamos então supor que a vida nos propõe ser uma criança que aprende a brincar melhor e com plena consciência do que poderá materializar e gerar para o seu próprio futuro, embora sem apego?No esporte, por exemplo,"Superar-se" é uma palavra indispensável, e quando o atleta aceita a derrota e se supera numa outra oportunidade, ele dá o exemplo e serve como parâmetro para a própria vida. Portanto, a felicidade pode parecer estar vinculada a não termos "problemas" para resolver, mas esta visão é apenas uma primeira visão a nós passada. Com o tempo a vida nos mostra que os "problemas" nunca cessam, e que na verdade, não são problemas, mas sim desafios para um treino rumo a vitória. A vitória não significa apenas ganhar de todos os outros concorrentes, mas antes ganhar dos desafios que enxergamos em nós mesmos. Vencendo-os, venceremos tb os desafios da vida!
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Drama inconsciente x alimento emocional
Um terapeuta escutava
sua paciente contar como ocorreram as suas separações conjugais, para
compreender se havia algum motivo recorrente que a tornasse refém de algum
hábito ou drama de controle, que influenciasse nos seus relacionamentos... –No primeiro casamento, peguei algumas vezes
o elevador no térreo do prédio no horário em que meu marido chegava do trabalho
e coincidência ou não, uma linda vizinha sempre estava dentro. Até que não pude
agüentar e chutei o balde. Assim, foi o fim de meu primeiro casamento. -No
segundo casamento, tinha o hábito de ficar olhando pela janela a saída de meu
marido do escritório, já que trabalhava num escritório na Av. paulista, num
prédio em frente ao do escritório dele. E comecei a perceber a freqüência em
que uma colega sua de departamento saía junto para almoçarem no mesmo
restaurante. Ligava para ele à tarde, questionando o porque desta pessoa sempre
ir junto almoçar, e ele dizia que ela fazia parte do grupo de seu departamento
que gostava de almoçar no 7’Bello, um ótimo restaurante da região. Até que um
dia não agüentei mais e numa discussão terrível, acabamos o relacionamento. E o
pior é continuar vendo-o saindo para almoçar com aquela garota que hoje leva o
namorado junto, um outro rapaz do mesmo departamento. Quando vejo uma situação
que me leve a supor um possível envolvimento da pessoa com quem me relaciono,
com outra pessoa, algo toma conta de mim e é como se visse a cena dele tendo um
caso com alguém, então começo a questionar, a investigar, e a emoção que sinto
parece alimentar algo dentro de mim, que não sei ao certo o porque, mas que
acaba me saciando de algo e quando percebo, já estou sentindo de novo por outra
pessoa. Como por exemplo, o que venho sentindo pelo meu atual marido. Outro
dia, num final de semana, desci no playground do condomínio e ele estava dando
uma abraço de despedida numa vizinha, que dias antes ficara conversando com ele
na sala de ginástica, ...pronto, foi o suficiente para começar a ficar mais
atenta, e começa a crescer uma emoção que me faz querer investigar, então começo
a questionar, sondar, até que percebo que ele se sente culpado, então, vou
questionando e a vida conjugal, neste meio tempo já está um caos. Dra. O que
faço? Gostaria de compreender o que sinto, afinal, nunca tenho certeza do
porque acabei encerrando o relacionamento, e fico com a impressão de que tudo
não passou de imaginação! -Fique tranqüila,
Marcella; Vamos tomar consciência de alguns roteiros mentais que podem ter
começado na infância. –Como era o seu relacionamento com sua mãe? (Pergunta a
terapeuta) – Bem, não era assim uma Brastemp, mas convivíamos bem... Havia algo
que considerasse relevante entre vc e sua mãe? –Sim, ...na verdade, sentia ela
distante. Éramos em três irmãs em casa, e sou a filha do meio. Como meu pai
faleceu muito cedo, sentia muita necessidade de estar com minha mãe, no
entanto, as atenções sempre eram para minha irmã mais velha ou para a mais nova... –Sei !(pausou a
terapeuta) e como vc superou esta carência afetiva? (Complementou) – Ah!!
Sempre tive muito carinho por minha tia, que se sentia só, já que os filhos já
haviam casado, uma incrível pessoa, e quando dei por mim estava me relacionando
tanto com ela, indo à sua casa, passeando, brincando, jogando, que acabei adotando-a
como mãe. -Vivi, portanto, grande parte de minha adolescência, na companhia de
minha tia. Ok! (pausou a Terapeuta) -e sua mãe? como lidava com isso? (Emendou)...
Hum! Morria de ciúme!!! Certo!! (disse a terapeuta) E vc percebia isso? (emendou)
– Sim! E comecei a perceber que era uma forma de conseguir um pouco mais de sua
atenção, e quando sentia que conseguia, aí que provocava ainda mais, ficando
junto de minha tia. Certo! (pontuou a terapeuta) – E esta emoção (de quando
conseguia a atenção dela) era como um alimento, te preenchia não é mesmo?!!
(Emendou) – Sim!!! E como foi sua relação com seus namorados, nesta época? (Perguntou
a terapeuta) -Bem, quando gostava de alguém e percebia que o romance estava
esfriando, sempre dava um jeito de fazê-lo ficar com ciúme, e assim, conseguia
sua atenção . Ta certo! (Pausou a terapeuta) ... Esta semana vamos ficar por
aqui, mas quero que reflita sobre esta emoção que sentia quando conseguia a
atenção de sua mãe, e se sentia algo parecido quando usava do mesmo artifício
com algum namorado. –Não diga nada agora, apenas reflita durante a semana ,
procurando sentir se há alguma relação entre as duas situações... Até a próxima semana!!!
" O primeiro passo no processo de esclarecimento para cada um
de nós é trazer o nosso drama de controle pessoal à plena consciência. Nada
pode prosseguir enquanto não olharmos de fato para nós mesmos e descobrirmos o
que estamos fazendo para manipular em busca de energia.
Cada um de nós tem de voltar ao próprio passado, ao centro da vida familiar inicial, e observar como se formou este hábito. Ver a gestação disso mantém consciente nossa maneira de controlar. Lembre-se, a maior parte dos membros de nossa família tinha um drama próprio, tentando extrair energia de nós quando crianças. Por isso é que tivemos que criar uma forma de drama de controle, para começar. Tivemos de criar uma estratégia para recuperar a energia. É sempre na relação com os membros da família que criamos nossos dramas particulares.Contudo, assim que reconhecemos as dinâmicas de energia familiares, podemos nos distanciar dessas estratégias de controle e ver o que realmente está acontecendo. -Que quer dizer: Realmente acontecendo? Cada pessoa tem de reinterpretar a experiência familiar de um ponto de vista evolutivo, espiritual, e descobrir quem é ela própria na realidade. Assim que fazemos isso, nosso drama de controle desaparece e nossas vidas reais decolam. Então, entenda primeiro como começou seu drama! (...) Todos manipulam em busca de energia, ou de uma maneira agressiva, direta, forçando as pessoas a prestar atenção neles, ou de uma maneira passiva, jogando com a simpatia ou curiosidade das pessoas para chamar a atenção. (...)Reflita.... Nunca se viu com alguém que o(a) faz se sentir culpado(a) qdo está em presença dele(a), mesmo sabendo q não existe nenhum motivo para se sentir assim? (...)Algumas pessoas usam mais de um estilo em diferentes circunstâncias, mas a maioria de nós tem um drama de controle dominante, que tentamos repetir, dependendo de qual funcionava bem com os membros de nossa família inicial. “ (James Redfield)
Cada um de nós tem de voltar ao próprio passado, ao centro da vida familiar inicial, e observar como se formou este hábito. Ver a gestação disso mantém consciente nossa maneira de controlar. Lembre-se, a maior parte dos membros de nossa família tinha um drama próprio, tentando extrair energia de nós quando crianças. Por isso é que tivemos que criar uma forma de drama de controle, para começar. Tivemos de criar uma estratégia para recuperar a energia. É sempre na relação com os membros da família que criamos nossos dramas particulares.Contudo, assim que reconhecemos as dinâmicas de energia familiares, podemos nos distanciar dessas estratégias de controle e ver o que realmente está acontecendo. -Que quer dizer: Realmente acontecendo? Cada pessoa tem de reinterpretar a experiência familiar de um ponto de vista evolutivo, espiritual, e descobrir quem é ela própria na realidade. Assim que fazemos isso, nosso drama de controle desaparece e nossas vidas reais decolam. Então, entenda primeiro como começou seu drama! (...) Todos manipulam em busca de energia, ou de uma maneira agressiva, direta, forçando as pessoas a prestar atenção neles, ou de uma maneira passiva, jogando com a simpatia ou curiosidade das pessoas para chamar a atenção. (...)Reflita.... Nunca se viu com alguém que o(a) faz se sentir culpado(a) qdo está em presença dele(a), mesmo sabendo q não existe nenhum motivo para se sentir assim? (...)Algumas pessoas usam mais de um estilo em diferentes circunstâncias, mas a maioria de nós tem um drama de controle dominante, que tentamos repetir, dependendo de qual funcionava bem com os membros de nossa família inicial. “ (James Redfield)
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