Rosseau, em sua obra “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”, lançada em 1754, procurou estudar a origem da desigualdade. Para ele, o estado natural deveria combinar-se com o estado social. Em 1762, ao escrever Contrato Social, encontrou uma forma de associação que conservaria nos indivíduos a igualdade e a liberdade que a natureza lhes dera. Manifestava-se a noção de que as sociedades, através da capacidade de pensar e escolher do homem, exaltada pelo cartesianismo de Descartes e Diderot, deveriam se basear em acordos mútuos, entre os indivíduos que as compunham. Rosseau afirmava que a base da sociedade estava no interesse comum pela vida social, no consentimento unânime dos homens em renunciar as suas vontades particulares em favor de toda a comunidade.
Estas teorias, dariam início à análise científica da sociedade. Tiveram o poder de orientar a ação política e lançar as bases do que veio a se tornar o estado capitalista, constitucional e democrático desenvolvido no século XIX. Lançaram também as bases para o movimento político pela legitimação do poder, fosse de caráter monárquico, como na revolução Gloriosa da Inglaterra, fosse de caráter republicano, como na Revolução Francesa, ou ainda do tipo ditatorial, como o império napoleônico. Tão importante quanto seu valor como forma de entendimento da vida social e política foi sua repercussão prática na sociedade.
A filosofia social do Iluminismo, teve, em relação à renascentista, a vantagem de não constituir apenas uma crítica social baseada no que a sociedade poderia idealmente vir a ser, mas projetos concretos de realização política para a sociedade burguesa emergente, que tiveram continuidade através de outros pensadores desta época, como John Locke (Inglês) e Montesquieu (Francês), cujas idéias formaram a base da Constituição Norte-americana de 1787.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Injetar dinheiro no mercado, uma atividade antiga
È interessante verificar a história do surgimento da moeda e da economia. Na antiguidade, enquanto uma família produzia arroz a outra produzia feijão, e assim, sucessivamente percebendo-se que além do necessário para a sobrevivência, sobraria uma parcela da colheita de cada família. O que fazer com esta sobra, além de guardar um pouco, como reserva? Não demorou muito para que as famílias, começassem a trocar o seu excedente de colheita por outros produtos que também necessitavam cotidianamente, portanto, quem produzia arroz, poderia possuir também: feijão, legumes, leite, carne, etc
Mas se houvesse algo que servisse de meio de troca (pagamento), que possuísse um valor confiável, comum, e de aceitação geral para se adquirir diversas mercadorias, as sobras poderiam ser trocadas por este algo para a aquisição de outras mercadorias, e todo este processo seria agilizado. Surgiu então a idéia do dinheiro ou “ moeda “. Desde então, o gado, o sal, o bambu e até fios passariam a ser utilizados como meio de pagamento, mas os metais preciosos acabaram se sobressaindo, pois mostraram ser de aceitação geral, tendo uma farta e permanente procura, uma oferta limitada e, conseqüentemente, um preço estável e alto, não se desgastando e sendo reconhecidos por todos. Inicialmente os mercadores necessitavam pesá-lo, depois, com a cunhagem, por meio das quais se imprimia na moeda uma figura para mostrar o seu valor, não seria mais necessário o uso da balança. No entanto, a necessidade dos governantes de lançarem novas moedas, afim de quitar suas contas, de tempos em tempos, gerando a recunhagem, onde era necessário retirar de circulação as moedas existentes para o lançamento das novas, aproveitando para financiar o tesouro nacional, ou seja, de cada dez moedas retiradas, lançavam-se, por exemplo, onze novas, ficando uma para o soberano, trouxe o problema da inflação, pois para a mesma quantidade de bens existentes, havia agora uma maior quantidade de moeda gerando um acréscimo na demanda e, portanto, a elevação dos preços. Vem daqui a noção de que há uma relação direta entre o nível geral de preços e a quantidade de moeda em circulação. Mas, embora a inflação tenha nascido desta circunstância, a cunhagem continuou a ser realizada e moedas de metais preciosos se tornaram o principal meio de pagamento, derivando posteriormente para o papel moeda, que nada mais era do que o recibo que o cunhador (ourives) fornecia ao proprietário do ouro, que ficava guardado em seu cofre. Este recibo, dava a quem o possuía (novo proprietário) a transferência do poder sobre o ouro depositado, sem nenhuma complicação no resgate do ouro diretamente. Assim, o recibo, passou a ser uma promessa de pagamento ao seu proprietário de determinado montante de metal, não alterando o seu montante. Com o desenvolvimento das atividades e instituições econômicas, esta promessa passou a ser feita pelos bancos comerciais e depois, pelos governos . O recibo tornara-se o papel-moeda, totalmente assegurado por metal (lastro) e conversível em ouro.
No entanto, logo se percebeu que grande parte dos depósitos em ouro eram inativos. Haviam depósitos e retiradas de ouro, mas também haviam pessoas que simplesmente usavam e trocavam as notas sem exigir o ouro prometido, o que sempre gerava a permanência de um valor relativamente constante e percentualmente alto de metal imobilizado (parado). O movimento de retirada de ouro era de aproximadamente 10 a 20% do total em estoque. Os banqueiros, observando este fato, perceberam que poderiam fazer promessas de pagar em ouro muito acima de suas reservas (a descoberto) , e com isso, fazer aplicações lucrativas, como comprar títulos e ações, que rendiam dividendos, conceder empréstimos, cobrando juros a pessoas e empresas. Como exemplo, se os depósitos em ouro somarem o equivalente a R$1.000,00, e se o movimento de saídas em ouro for dez por cento, eles podem oferecer em empréstimos : R$10.000,00, pois, assim, suas promessas de pagar totalizam R$10.000,00 dos quais somente R$ 1.000,00, seriam exigidas, o que corresponde às suas reservas. Tendo como regra estas operações, a moeda, apesar de conversível, não era mais totalmente, mas sim fracionariamente lastreada em ouro. E portanto, os meios de pagamento em circulação se tornaram superiores às reservas em ouro existentes.
Ao longo da história, muito se fez para que os bancos não quebrassem pela imprudência de seus diretores, emprestando muito além de suas reservas, e pondo em risco a segurança das instituições, bem como, a proteção dos depositantes, mas como vimos recentemente, ainda não foi o bastante para evitar novas ondas de quebras bancárias.
Com o desenvolvimento da economia monetária e com a consolidação dos estados nacionais, o controle sobre a moeda passou para as mãos das autoridades governamentais. Da emissão pelos bancos comerciais, as notas passam a ser emitidas pelos bancos centrais que ficam com o monopólio da emissão de papel-moeda. Aqui nasce a missão do Bancos Centrais de injetar dinheiro no mercado, para regular a inflação e administrar o crescimento econômico de uma nação.
Em 1920, o lastro parcial, como vimos acima, que garantia a moeda, em relação ao ouro, deixa de ser praticado, rigorosamente por todos os países, não sendo mais possível converter-se em ouro as moedas existentes, exceto em trocas internacionais, mas com objetivos definidos e controlados pelos bancos centrais nacionais e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Assim, a garantia da moeda deixou de ser feita, em função do ouro e passou a ser feita pela Lei, portanto, no Brasil, é crime não aceitar Reais em troca de mercadorias, e assim, ocorre com cada país e sua moeda nacional. Não havendo mais a necessidade de ter que ter uma quantidade de ouro em estoque para regular a quantidade de emissão de moedas, as autoridades monetárias passaram a ter a possibilidade de regular a emissão de moeda de acordo com as exigências da vida econômica de seu país ou mercado.
Mas se houvesse algo que servisse de meio de troca (pagamento), que possuísse um valor confiável, comum, e de aceitação geral para se adquirir diversas mercadorias, as sobras poderiam ser trocadas por este algo para a aquisição de outras mercadorias, e todo este processo seria agilizado. Surgiu então a idéia do dinheiro ou “ moeda “. Desde então, o gado, o sal, o bambu e até fios passariam a ser utilizados como meio de pagamento, mas os metais preciosos acabaram se sobressaindo, pois mostraram ser de aceitação geral, tendo uma farta e permanente procura, uma oferta limitada e, conseqüentemente, um preço estável e alto, não se desgastando e sendo reconhecidos por todos. Inicialmente os mercadores necessitavam pesá-lo, depois, com a cunhagem, por meio das quais se imprimia na moeda uma figura para mostrar o seu valor, não seria mais necessário o uso da balança. No entanto, a necessidade dos governantes de lançarem novas moedas, afim de quitar suas contas, de tempos em tempos, gerando a recunhagem, onde era necessário retirar de circulação as moedas existentes para o lançamento das novas, aproveitando para financiar o tesouro nacional, ou seja, de cada dez moedas retiradas, lançavam-se, por exemplo, onze novas, ficando uma para o soberano, trouxe o problema da inflação, pois para a mesma quantidade de bens existentes, havia agora uma maior quantidade de moeda gerando um acréscimo na demanda e, portanto, a elevação dos preços. Vem daqui a noção de que há uma relação direta entre o nível geral de preços e a quantidade de moeda em circulação. Mas, embora a inflação tenha nascido desta circunstância, a cunhagem continuou a ser realizada e moedas de metais preciosos se tornaram o principal meio de pagamento, derivando posteriormente para o papel moeda, que nada mais era do que o recibo que o cunhador (ourives) fornecia ao proprietário do ouro, que ficava guardado em seu cofre. Este recibo, dava a quem o possuía (novo proprietário) a transferência do poder sobre o ouro depositado, sem nenhuma complicação no resgate do ouro diretamente. Assim, o recibo, passou a ser uma promessa de pagamento ao seu proprietário de determinado montante de metal, não alterando o seu montante. Com o desenvolvimento das atividades e instituições econômicas, esta promessa passou a ser feita pelos bancos comerciais e depois, pelos governos . O recibo tornara-se o papel-moeda, totalmente assegurado por metal (lastro) e conversível em ouro.
No entanto, logo se percebeu que grande parte dos depósitos em ouro eram inativos. Haviam depósitos e retiradas de ouro, mas também haviam pessoas que simplesmente usavam e trocavam as notas sem exigir o ouro prometido, o que sempre gerava a permanência de um valor relativamente constante e percentualmente alto de metal imobilizado (parado). O movimento de retirada de ouro era de aproximadamente 10 a 20% do total em estoque. Os banqueiros, observando este fato, perceberam que poderiam fazer promessas de pagar em ouro muito acima de suas reservas (a descoberto) , e com isso, fazer aplicações lucrativas, como comprar títulos e ações, que rendiam dividendos, conceder empréstimos, cobrando juros a pessoas e empresas. Como exemplo, se os depósitos em ouro somarem o equivalente a R$1.000,00, e se o movimento de saídas em ouro for dez por cento, eles podem oferecer em empréstimos : R$10.000,00, pois, assim, suas promessas de pagar totalizam R$10.000,00 dos quais somente R$ 1.000,00, seriam exigidas, o que corresponde às suas reservas. Tendo como regra estas operações, a moeda, apesar de conversível, não era mais totalmente, mas sim fracionariamente lastreada em ouro. E portanto, os meios de pagamento em circulação se tornaram superiores às reservas em ouro existentes.
Ao longo da história, muito se fez para que os bancos não quebrassem pela imprudência de seus diretores, emprestando muito além de suas reservas, e pondo em risco a segurança das instituições, bem como, a proteção dos depositantes, mas como vimos recentemente, ainda não foi o bastante para evitar novas ondas de quebras bancárias.
Com o desenvolvimento da economia monetária e com a consolidação dos estados nacionais, o controle sobre a moeda passou para as mãos das autoridades governamentais. Da emissão pelos bancos comerciais, as notas passam a ser emitidas pelos bancos centrais que ficam com o monopólio da emissão de papel-moeda. Aqui nasce a missão do Bancos Centrais de injetar dinheiro no mercado, para regular a inflação e administrar o crescimento econômico de uma nação.
Em 1920, o lastro parcial, como vimos acima, que garantia a moeda, em relação ao ouro, deixa de ser praticado, rigorosamente por todos os países, não sendo mais possível converter-se em ouro as moedas existentes, exceto em trocas internacionais, mas com objetivos definidos e controlados pelos bancos centrais nacionais e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Assim, a garantia da moeda deixou de ser feita, em função do ouro e passou a ser feita pela Lei, portanto, no Brasil, é crime não aceitar Reais em troca de mercadorias, e assim, ocorre com cada país e sua moeda nacional. Não havendo mais a necessidade de ter que ter uma quantidade de ouro em estoque para regular a quantidade de emissão de moedas, as autoridades monetárias passaram a ter a possibilidade de regular a emissão de moeda de acordo com as exigências da vida econômica de seu país ou mercado.
Como a Classe Dominante atual, se originou?
(410 D.C. (Grã-Bretanha) grubenhäuser, era basicamente uma "casa-buraco", uma estrutura de 2,10 Mts por 3,00Mts / moradia)
É no mínimo interessante, como ao longo do tempo, o homem, vivendo em sociedade, foi criando mecanismos para aprimorar-se na arte de viver, não obstante, os problemas de hoje, a grosso modo, se assemelhem com os do passado.
No ano 1000 d.c. haviam aproximadamente 42 milhões de pessoas na Europa, no ano 1100: 48 milhões, em 1200: 61 milhões e em 1300: 73 milhões, portanto, esse crescimento demográfico era incompatível com a baixa produtividade feudal. Sem condições de alimentar seus camponeses, ao mínimo pretexto, os feudos expulsavam servos, criando assim, uma camada marginalizada, fonte de muitos problemas. No feudalismo, a relação social vertical se dava entre o nobre, que podia ser o dono da terra (senhor feudal) ou vassalo, pessoa designada pelo senhor feudal para administrar o seu feudo, e os camponeses, pessoas que trabalhavam em suas terras (servos), sendo que, a nobreza era fortemente influenciada pelo clero (corporação de sacerdotes), já que a filosofia feudal estava quase que dominada pelo pensamento dos fins da antiguidade, de Santo Agostinho(354-430). A teoria da graça, considerava que os homens, abençoados por Deus, tocados com a graça divina, deveriam usar o seu livre arbítrio (liberdade de escolha) para praticar o bem , salvando a sua alma, enquanto que os outros estavam fadados a fazer o mal e por isso eram condenados. Para a igreja daquela época, os nobres e o clero eram os agraciados por Deus e o campesinato os não agraciados.
A crise no sistema feudal, oriunda do acelerado crescimento demográfico, gerava a necessidade de se expandir os territórios, o que ocorreu na própria Europa , com a conquista de suas extremidades. No seu lado mais ocidental, a Península Ibérica, o movimento conhecido por Reconquista foi aos poucos expulsando os muçulmanos e reintegrando a região na cristandade. No extremo oriental da Europa, processo semelhante ocorreu com a penetração alemã em território eslavo. Os pioneiros desbravaram novas áreas para a agricultura, fundaram novas cidades, cristianizaram a população local e , assim, alargaram as fronteiras da cristandade. A mais espetacular expansão, no entanto, deu-se fora da Europa, no Oriente Médio, com as Cruzadas . Essas expedições cristãs contra os muçulmanos talvez sejam mesmo a melhor expressão, na Europa feudal, da interação Igreja-Feudalismo.
Em muitas regiões da Europa, prevalecia a regra da primogenitura (O filho mais velho herdava todos os bens), os filhos mais novos entravam para o Clero, obtendo um feudo da igreja. Contudo, com o crescimento populacional, chegou um momento em que nem mesmo a igreja tinha terras suficientes para distribuir. Numerosos nobres estavam sem terra, envolvendo-se em raptos, saques, profanações de igrejas e guerras para sobreviver. As cruzadas representam uma ocupação para este excedente demográfico. Um segundo fator, também muito importante, foi o religioso. Conforme a mentalidade da época, era fundamental para a salvação da alma, realizar uma peregrinação. Esta viagem-penitência a locais Santos podia ser feita na própria Europa (Roma, Santiago de Compostela, etc), mas o principal centro de peregrinação era Jerusalém, onde estava o Santo Sepulcro, túmulo de Cristo. Este porém, localizava-se em território Muçulmano, e em 1078 as peregrinações cristãs foram proibidas.
Em terceiro lugar, havia o interesse do Papa em reforçar sua liderança no ocidente. De fato, promover e organizar um movimento do porte das cruzadas seria a demonstração de força e prestígio de que a Igreja precisava diante de sua luta contra o Império. Mais ainda, a igreja, que não conseguira acabar com as guerras feudais, através da paz de Deus (proibição de lutas em certos locais e épocas do ano), pensava em canalizar a belicosidade da nobreza para o Oriente.
Uma última causa a ser levada em consideração era a pretensão do papado de reunificar a Cristandade, dividida desde o cisma do Oriente (1054). Segundo esta idéia, os exércitos cruzados a caminho de Jerusalém poderiam, de passagem por Bizâncio, exercer certa pressão para pôr fim à Igreja Ortodoxa Grega .
Desde que o papa Urbano II pregou realização das Cruzadas no Concílio de Clermont, em 1095, até fins do século XIII, foram inúmeras as expedições cristãs em direção ao oriente. No entanto, convencionou-se, para facilitar, falar-se em oito cruzadas (além de duas outras, não realizadas pela nobreza, a cruzada popular e a Cruzada das Crianças).
A primeira cruzada (1096-1099), formada por nobres franceses e normandos, apoderou-se da importante cidade de Antioquia, abrindo assim, caminho para a conquista de Jerusalém em 1099. Os territórios submetidos foram organizados de forma feudal, cabendo a cada chefe uma região, subdividida em feudos. Contudo, Jerusalém foi retomada pelos Islamitas em 1187, e apesar de várias tentativas cristãs, a cidade jamais foi reconquistada.
As cruzadas fracassaram quanto aos seus objetivos, mas alcançaram resultados inesperados e importantes, determinando o rumo da Idade Média desde então. No plano da política ocidental, elas aceleraram a crise do feudalismo, gerando o desaparecimento de milhares de nobres e arruinando outros tantos, sendo que acabaram favorecendo a centralização política por parte dos reis. Desta forma, também a Igreja foi afetada, pois , como sabemos a inter-relação igreja-feudalismo era muito grande, portanto, o declínio deste representou igualmente o declínio daquela. No plano da política internacional, as cruzadas foram as responsáveis pela decadência do império Bizantino, sendo que a quarta cruzada separou definitivamente a Cristandade Ocidental da Oriental. No plano econômico, completaram a reabertura do Mediterrâneo, possibilitando então o Renascimento comercial urbano. Deste modo, involuntariamente, deram novo golpe no feudalismo, acelerando a sua decadência. Este renascimento comercial se desenvolve, pois os artesãos e camponeses passam a se dedicar à nova atividade, abandonando os feudos e procurando pontos estratégicos para a venda de mercadorias, como encruzilhadas de estradas e margens dos principais rios navegáveis. Na procura por lugares seguros para suas mercadorias, começaram a procurar os burgos (castelos fortificados) melhor localizados e passaram a se estabelecer ao lado de seus muros. Com o tempo, nasceram os forisburgos, que cresceram graças ao comércio, cercando o próprio burgo e originando as cidades.
Os comerciantes, chamados então de burgueses, desejavam liberdade e procuravam conquistá-la ou pela força ou comprando do senhor feudal uma carta de franquia. Na França, o surgimento destas cidades livres foi favorecido pelos reis capetíngios, que viam nelas poderosas e fiéis aliadas em sua luta contra a nobreza feudal. Mais à frente no tempo, cansada de caminhar com o pesado fardo econômico, imposto até então pela monarquia, a burguesia francesa, possuía uma utopia, mas a monarquia absolutista representava um entrave, que impedia a sua ascensão. No entanto, esta prosperava, estribada no desenvolvimento da Indústria e do comércio, e não se conformava em desempenhar um papél secundário na vida política da nação. Além disso, a má administração financeira afetava os seus interesses e ela, assim sendo, desejava uma mudança de regime que permitisse a sua participação na administração pública. Assim, foi essa classe, grande responsável pela Revolução que surgiu , baseada nas idéias de: Voltaire, Rousseau, Condorcet, Dálambert, Turgot, Diderot, entre outros.
E assim, começávamos a caminhar para uma revolução que representou um marco na história da humanidade, e que transformou a burguesia, na classe dominante do porvir.
Até que ponto Marx tinha razão?
Hoje é fato que a maioria das superpotências econômicas estejam com sua economia operando na forma de livre mercado, fruto de uma evolução que se iniciou desde o renascimento do comércio, com a abertura dos portos do mar mediterrâneo, o que seria o início do fim do mercado centralizado no estado, comum no absolutismo que se encontrava em decadência, com a ascensão da burguesia (comerciantes que se estabeleceram nas redondezas dos burgos). Passando pelos fisiocratas, e pegando impulso com Adam Smith no século XVIII, uma ideologia ganhava corpo. Com a decadência do estado absolutista, e portanto, da centralização da economia, a tendência a partir de então, passou a ser considerar os indivíduos livres para concorrerem entre si economicamente , enquanto o estado sairia cada vez mais de cena. Tal modelo, constituiu-se nas bases da doutrina e política Liberal, onde o objetivo era estimular o livre jogo espontâneo do mercado, para uma expansão crescente das forças produtivas, o que redundaria num expressivo e progressivo enriquecimento das nações, e conseqüentemente, dos indivíduos, que se beneficiariam, portanto, desta liberdade. Eventuais desequilíbrios seriam naturalmente sanados, pela igualdade de condições que os participantes do jogo econômico conquistariam, o que possibilitaria no fim do processo, a igualdade social de todas as nações e indivíduos, mesmo que não de início . No entanto, alguns pensadores, quebrariam posteriormente esta onda de harmonia e progresso, com suas considerações. Malthus (1766-1834) indagaria sobre o crescimento demográfico em progressão geométrica contra o crescimento aritmético da produção de alimentos, o que geraria em pouco tempo, “a fome no mundo”. De base protestante, calvinista, a teoria Malthusiana iria propor liberdade econômica apenas para o empresário (burguês), através de sua educação e estudo, enquanto o proletário, sem condições para o avanço da educação, seria considerado, a mula de carga da sociedade, uma vez que, não poderia libertar-se economicamente, sem elevar muito o crescimento demográfico, e conseqüentemente, gerar a fome no futuro. Posteriormente, Ricardo (1817) em “Princípios de economia Política” , na carona de Malthus, desenvolve a teoria dos salários decrescentes (lei de bronze dos salários), onde estabelece que, a partir de um determinado estágio da evolução e concentração capitalista, os salários deveriam se tornar decrescentes, caso contrário, gerariam no futuro uma crise, não apenas de ordem conjuntural, mas também estrutural, algo como uma catástrofe geral, o que batia de frente com a teoria do salário natural, desenvolvida por Adam Smith. Então, aparece Karl Marx, discípulo de Ricardo, que o supera em muitos pontos essenciais de suas idéias, atribuindo uma grande significação histórica para a ciência. Marx, atribui ao capitalismo um modo de produção dominante, que se forma num momento histórico e social determinado, e que, por este motivo, assim como nasceu, teria também o seu crepúsculo e morte. Em O Capital , Marx faz algumas considerações básicas sobre este crepúsculo e a conseqüente morte do modelo capitalista. “O capitalismo, após alcançar certa maturidade, entraria numa fase crítica, premonitória de crises estruturais e de transformações revolucionárias. Essa maturidade seria dada pela tendência do capital a sua concentração e à eliminação do princípio original que assistira a suas origens: a concorrência. O capital terminaria em mãos de poucos, constituindo o cume de uma pirâmide absolutamente separada da base. O capital terminaria por constituir oligopólios que derivariam em monopólios, até que tudo acabaria concentrando-se em uma única mão. Simultaneamente, a “base”, sustentada pelo trabalho, pela “força de trabalho”, iria alargando-se horizontalmente, crescendo em proporções imensas e aplicando a “lei de bronze dos salários”.” (O que é capitalismo- Afrânio Mendes Catani-1980)
Ou seja, para Marx, o proletariado, ao invés de enriquecer e se libertar economicamente, sofreria uma progressiva depauperização, proporcional à concentração monopolista do Capital. E mais, considerava impossível a sobrevivência do sistema econômico, sem inverter a base da pirâmide, com uma revolução no sentido de que a base alcançasse o poder econômico instaurando o poder político para, inicialmente, o que chamava de “ditadura do proletariado”, e depois, de uma apropriação comunista dos meios de produção. Impossível porque, em seu entender, no capitalismo havia um caráter contraditório, que socializava o trabalho ao mesmo tempo em que privatizava os meios de produção. Assim, considerava que somente uma revolução, e posteriormente, a implantação do comunismo, permitiriam resolver tal contradição.
Voltando aos dias de hoje, quando nos deparamos com as políticas assistencialistas que partidos nascidos na esquerda vêm praticando, de forma crescente, é possível supor que, países emergentes, como o Brasil, tenham encontrado um “caminho do meio” para a distribuição melhor da renda, entre as classes sociais, não obstante tal contradição estudada por Marx, o que agrega um mecanismo a mais de ajuste na economia, na medida em que, as classes D e E , vão ascendendo na escalada social e injetando mais dinheiro no mercado, mantendo a demanda aquecida e contribuindo para o equilíbrio do sistema.
Tudo ia indo bem para o sistema de livre mercado, que nasceu com as luzes da civilização atual, não fosse a recente crise, no país que possui a economia mais liberal do Globo, que forçosamente colocou a necessidade do estado intervir na economia, e mesmo que seja por pouco tempo,... até transferirem novamente as ações de bancos estatizados para a propriedade privada, uma pergunta não quer calar: Até que ponto o barba (Marx) tinha razão?
Ou seja, para Marx, o proletariado, ao invés de enriquecer e se libertar economicamente, sofreria uma progressiva depauperização, proporcional à concentração monopolista do Capital. E mais, considerava impossível a sobrevivência do sistema econômico, sem inverter a base da pirâmide, com uma revolução no sentido de que a base alcançasse o poder econômico instaurando o poder político para, inicialmente, o que chamava de “ditadura do proletariado”, e depois, de uma apropriação comunista dos meios de produção. Impossível porque, em seu entender, no capitalismo havia um caráter contraditório, que socializava o trabalho ao mesmo tempo em que privatizava os meios de produção. Assim, considerava que somente uma revolução, e posteriormente, a implantação do comunismo, permitiriam resolver tal contradição.
Voltando aos dias de hoje, quando nos deparamos com as políticas assistencialistas que partidos nascidos na esquerda vêm praticando, de forma crescente, é possível supor que, países emergentes, como o Brasil, tenham encontrado um “caminho do meio” para a distribuição melhor da renda, entre as classes sociais, não obstante tal contradição estudada por Marx, o que agrega um mecanismo a mais de ajuste na economia, na medida em que, as classes D e E , vão ascendendo na escalada social e injetando mais dinheiro no mercado, mantendo a demanda aquecida e contribuindo para o equilíbrio do sistema.
Tudo ia indo bem para o sistema de livre mercado, que nasceu com as luzes da civilização atual, não fosse a recente crise, no país que possui a economia mais liberal do Globo, que forçosamente colocou a necessidade do estado intervir na economia, e mesmo que seja por pouco tempo,... até transferirem novamente as ações de bancos estatizados para a propriedade privada, uma pergunta não quer calar: Até que ponto o barba (Marx) tinha razão?
sábado, 1 de novembro de 2008
Saindo da Matrix
"Um problema só é essencialmente filosófico se levar em conta a tomada da aparência pela realidade"Desde que o homem se iniciou na vida em Sociedade, se vê às voltas com este problema, mas isso é bom, pois o faz refletir e mudar o seu agora, redirecionando-o, para um caminho melhor....Platão nasceu em 428 a.c. , vejam vocês, e nesta época já se propunha aos indivíduos da época, uma reflexão neste sentido. Ocorre que naquela época, os tempos eram outros. Os agoras foram passando e entrou-se numa época de obscuridade, onde só quem se agrupasse numa sociedade secreta poderia ter acesso a este tipo de reflexão, e avançar mais espiritualmente. Hoje, temos a liberdade de falar disso abertamente e de forma globalizada, ...vejam vocês, não é uma evolução e tanto?! Assim, as sociedades secretas perderam o sentido que tinham naquela época, pois hoje, a ascensão do espírito é tema aberto na sociedade. A chegada da Era de Aquário, intensificará isto, com muita elucidação através da informação e do conhecimento, ajudando-nos a ir tirando os véus, em busca de um mundo melhor.
Renascer ou Iniciar-se num caminho de despertar constante da consciência , rumo à verdadeira essência?Renascer, nos passa a impressão de morrer, nascer num outro nível, e pronto, tá tudo resolvido. O batismo, como ato simbólico, pode significar um rito de passagem, uma iniciação em um novo caminho.Sendo assim, e considerando que "Sistema" refere-se ao Sistema político/econômico e inclusive religioso de cada época, ...de cada civilização, vivenciada pelo espírito humano, e que o afasta da sua verdadeira imagem(ego), para parâmetro da evolução de sua essência, sair da Matrix (sistema), seria uma advertência para darmos o primeiro passo à esta iniciação do despertar constante. Mas não o único passo.
Assim, Platão, já naquela época advertia seus discípulos para a necessidade de saírem deste nível (aparente) e se iniciarem no caminho do despertar constante, no caminho da realidade.Yeshua, vivendo numa outra época, com outro tipo de sistema político/econômico e religioso, onde predominava a religião Judaica sob o crivo de Roma, tb nos chamava a atenção para a saída do mundo aparente para a realidade, como podemos ver nas várias passagens onde fazia as pessoas da época perceberem que não compactuava com os ensinamentos hipócritas dos sacerdotes e rabis (sistema estabelecido)."Acabara a Festa dos Tabernáculos. Os sacerdotes e rabis em Jerusalém haviam sido logrados em suas tramas contra Yeshua, e ao cair da noite 'cada um foi para sua casa'. Porém Yeshua foi para o Monte das Oliveiras". João 7:53-8:1Ao desfocar a mente do "sistema", nos iniciamos num outro nível, num outro "agora" que na caminhada do despertar constante, vai nos conduzindo à essência, ao "agora eterno".
Renascer ou Iniciar-se num caminho de despertar constante da consciência , rumo à verdadeira essência?Renascer, nos passa a impressão de morrer, nascer num outro nível, e pronto, tá tudo resolvido. O batismo, como ato simbólico, pode significar um rito de passagem, uma iniciação em um novo caminho.Sendo assim, e considerando que "Sistema" refere-se ao Sistema político/econômico e inclusive religioso de cada época, ...de cada civilização, vivenciada pelo espírito humano, e que o afasta da sua verdadeira imagem(ego), para parâmetro da evolução de sua essência, sair da Matrix (sistema), seria uma advertência para darmos o primeiro passo à esta iniciação do despertar constante. Mas não o único passo.
Assim, Platão, já naquela época advertia seus discípulos para a necessidade de saírem deste nível (aparente) e se iniciarem no caminho do despertar constante, no caminho da realidade.Yeshua, vivendo numa outra época, com outro tipo de sistema político/econômico e religioso, onde predominava a religião Judaica sob o crivo de Roma, tb nos chamava a atenção para a saída do mundo aparente para a realidade, como podemos ver nas várias passagens onde fazia as pessoas da época perceberem que não compactuava com os ensinamentos hipócritas dos sacerdotes e rabis (sistema estabelecido)."Acabara a Festa dos Tabernáculos. Os sacerdotes e rabis em Jerusalém haviam sido logrados em suas tramas contra Yeshua, e ao cair da noite 'cada um foi para sua casa'. Porém Yeshua foi para o Monte das Oliveiras". João 7:53-8:1Ao desfocar a mente do "sistema", nos iniciamos num outro nível, num outro "agora" que na caminhada do despertar constante, vai nos conduzindo à essência, ao "agora eterno".
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